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edifício desmonte

ano
2023

local
rua sacadura cabral, rio de janeiro
autores
Weslei Pacheco
Camila Veadrigo

projeto arq. II - acadêmico
orientação
Juliana Ayako
Amanda Arcuri
Gregorio Rosenbusch
Priscila Marques

Localizado na Rua Sacadura Cabral, o terreno, com fachada de 8 metros e profundidade de 54 metros, entre empenas e delimitado por um maciço rochoso ao fundo, apresenta desafios únicos para o desenvolvimento do projeto. O Edifício Desmonte foi concebido com princípios inegociáveis: todos os apartamentos orientados para a rua, iluminação natural abundante em todo o edifício, conforto térmico e profundo respeito à presença do maciço, preservando sua essência e forma atual. Além disso, o projeto se compromete a estabelecer uma conexão democrática e funcional entre as partes alta e baixa da cidade, promovendo integração e acessibilidade como elementos fundamentais de sua proposta, sugerindo por tanto, um elevador de acesso público.

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O Edifício Desmonte fundamenta sua concepção na transcendência do tempo, conectando passado, presente e futuro em uma narrativa arquitetônica singular. O terreno em que se encontra implantado é peça essencial para a materialização do projeto, refletindo sua profunda relação com a história e o lugar. No passado, o local abrigava um imponente maciço rochoso. Hoje, carrega as marcas de um lote característico das construções coloniais: estreito, alongado e inserido entre empenas, com vestígios visíveis de um desmonte realizado no século XVIII.
Esse desmonte, por sua vez, permitiu que a cidade do Rio de Janeiro se expandisse sobre áreas aterradas, deixando um registro tangível de transformação urbana. Para o futuro, propomos ressignificar essa história, reinterpretando-a e projetando uma cidade orientada ao coletivo. Esse projeto entende a arquitetura como um convite ao convívio público

fachada | corte longitudinal

Corte Edificio Desmonte.png

A forma escalonada do edifício foi concebida como uma homenagem a antiga configuração do maciço rochoso, anterior ao desmonte que transformou o local em terreno para as construções coloniais. Essa interpretação resgata a memória histórica e natural do espaço, agora reconhecido como Morro da Conceição. Aqui, os apartamentos são percebidos como casas, os pavimentos funcionam como ruas, os elevadores se tornam transportes coletivos, e as pessoas, mais do que números ou habitantes, são entendidas como articuladores centrais do espaço. Uma arquitetura que não apenas abriga, mas também conecta, acolhe e potencializa as relações humanas.

Captura de tela 2025-03-31 012807.png

Os volumes dos apartamentos foram organizados de modo a garantir que todas as unidades tenham suas vistas orientadas para a rua, enquanto os espaços entre eles foram projetados como áreas de convivência e circulação, promovendo interação e fluidez.


A circulação horizontal se dá por meio de amplos corredores, enquanto que a circulação vertical é realizada por 
escadas cuidadosamente dispostos, criando uma experiência arquitetônica que remete ao conceito de promenade, e também por um elevador concebido como um transporte público integrado, servindo tanto aos moradores, que o utilizam para acessar suas residências, quanto à população em geral, permitindo conexão com a parte alta do Morro da Conceição.

Para assegurar agilidade e eficiência, o elevador realiza apenas cinco paradas estrategicamente localizadas, otimizando o acesso aos apartamentos e reforçando a acessibilidade e funcionalidade do edifício.

As lajes funcionam como ruas elevadas, onde todos podem ter acesso, tanto através das escadas quanto através do elevador, com os apartamentos dispostos de tal maneira a qualificar mais espaços de uso público. Ao observar o diagrama, percebe-se a intencional fusão entre os limites do público e do privado, gerando uma experiência fluida e compartilhada, onde arquitetura e urbanidade se entrelaçam.

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O edifício apresenta quatro tipologias de apartamentos, cuidadosamente pensados e organizados conforme a localização dos pavimentos. Os volumes no módulo central e nos fundos abrigam duplex geminados, concebidos para proporcionar vistas frontais a ambas as unidades, promovendo equilíbrio e integração visual. A tipologia ilustrada exemplifica o conceito desses apartamentos duplex, projetados com flexibilidade e articulação espacial, permitindo adaptações internas para atender às necessidades de diferentes perfis de moradores, sem comprometer a funcionalidade ou a estética do projeto.

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